CYBERTEAM 2009
Análise Profissional do Grupo Hacktivista: História, Membros, Táticas e Impacto

O CyberTeam estabeleceu suas bases em 2009, marcando o início de uma trajetória que cruzaria fronteiras entre Portugal e Brasil. Esta faceta representa o núcleo ideológico original, focado em usar a intrusão digital como ferramenta de protesto e exposição de falhas sistêmicas.
O membro fundador Zambrius citou este ano como referência seminal. O grupo se autodenomina "hacktivista", posicionando-se como ator político que utiliza vulnerabilidades técnicas para criticar sistemas que considera corruptos, injustos ou falhos.
Esta abordagem mistura técnicas de hacking avançadas com narrativas de ativismo social, criando uma identidade única no cenário de grupos cibernéticos ativistas.
Fundação Ideológica: Estabelecimento dos princípios e metodologias que guiariam as operações futuras do grupo.
Primeira Onda Operacional e Contenção: Período de intensa atividade resultando na prisão de vários membros em Portugal, conectados a ataques a infraestruturas governamentais e corporativas.
Ressurgimento e Escalada em Portugal: O grupo se reafirma publicamente com ataques de grande repercussão contra a EDP e Altice Portugal. Ameaça um "mega ataque" para 25 de Abril, demonstrando capacidade de coordenação.
Expansão para o Brasil e Foco no Judiciário: Em protesto pelo caso Mariana Ferrer, o grupo compromete sistemas do Ministério da Saúde (DataSUS), do Tribunal de Justiça Militar de SP e do CNJ. Reivindica acesso a dados sensíveis.
Ataque a Infraestrutura Crítica e Prisão do Líder: Invasão aos sistemas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Zambrius, líder de 19 anos, é preso em Portugal em operação conjunta internacional após ameaçar vazamento em massa de dados governamentais brasileiros.
O CyberTeam opera com uma estrutura descentralizada usando codinomes. Abaixo, os perfis técnicos e ações associadas aos principais operadores:
Perfil: Porta-voz e coordenador principal. Jovem português que concedeu entrevistas à imprensa. Central nas operações de maior impacto contra o TSE e Ministério da Saúde brasileiro.
Liderou a invasão aos sistemas do Tribunal Superior Eleitoral, gerando crise institucional. Preso dias após o ataque em operação internacional.
Reivindicou acesso a dados médicos sigilosos e clonagem de cartões do SUS de figuras políticas, em protesto pelo caso Mariana Ferrer.
Perfil: Especialista em exploração de vulnerabilidades profundas e obtenção de acessos iniciais a sistemas. Focado em servidores web e aplicações governamentais.
Reivindicou o comprometimento e defacement de sistemas da Polícia Civil do Estado do Ceará, expondo falhas de segurança em infraestrutura policial.
Evidência visual disponível na galeria abaixo.
Responsável pelo ataque ao portal de transparência do estado de Roraima, alterando páginas para exibir mensagens do grupo.
Listado entre os autores de defacement ao site wci.novacap.df.gov.br em dezembro de 2025, conforme reivindicação em rede social.
Perfil: Responsável por difusão de mensagens, comunicação em plataformas hacktivistas e coordenação da narrativa pós-ataque.
Gerencia a presença do grupo em fóruns especializados e redes sociais, amplificando o impacto midiático das ações.
Perfil: Pesquisador de vulnerabilidades de dia zero (zero-day) e falhas críticas em softwares empresariais e governamentais.
Fornece os vetores de ataque técnico utilizados pelo grupo para comprometer sistemas considerados seguros.
Perfil: Coordenador tático de operações, responsável pelo planejamento logístico e sincronização de ataques simultâneos.
Organiza a sequência de ataques, escolha de alvos e timing para maximizar impacto e dificultar a resposta defensiva.
Perfil: Desenvolvedor de ferramentas customizadas, exploits de baixo nível e malware especializado para contornar defesas.
Cria e mantém o arsenal técnico exclusivo do grupo, incluindo backdoors, ransomware e scripts de automação.
Registro visual de alguns dos ataques de defacement reivindicados pelo CyberTeam, demonstrando padrões e técnicas utilizadas:
Ataque reivindicado por p2wnz. Exemplo de comprometimento de infraestrutura policial estadual.
Defacement do portal governamental de Roraima, também atribuído a p2wnz.
Página alterada com mensagem do CyberTeam e lista de membros participantes.
Exemplo de substituição de conteúdo por mensagem hacktivista.
Interface administrativa comprometida com assinatura do grupo.
Ataque a empresa privada com crítica social na mensagem deixada.
O CyberTeam emprega uma combinação estratégica de técnicas cibernéticas com narrativas de ativismo social:
Alteração não autorizada de páginas web para exibir mensagens políticas. Serve como "pichação digital" de alto impacto midiático.
Extração e publicação de informações sensíveis para expor falhas de segurança e pressionar instituições-alvo.
Foco em falhas nã conhecidas em softwares como zero days em (Apache, WordPress e etc...) e credenciais para ganho inicial de acesso.
Uso do hacking como ferramenta de protesto político, vinculando cada ação a uma causa social ou denúncia específica.
1. Seleção de Alvo: Órgãos governamentais, judiciário ou empresas com falhas de segurança não conhecidas.
2. Invassão e Defacement: Comprometimento e alteração visual imediata para gerar impacto.
3. Comunicação e Narrativa: Divulgação em fóruns e redes sociais com justificativa política.
4. Escalação ou Rotação: Se não houver resposta, escalada para vazamento de dados ou migração para novo alvo.
Este estudo analítico foi construído com base nas seguintes fontes primárias e secundárias:
"Entrevista com hackers que derrubaram sites do governo: 'não estamos de brincadeira'" - Entrevista exclusiva com o líder Zambrius.
"Grupo hacker português reivindica ataque a 61 sites do Brasil este ano" - Análise estatística e perfil internacional.
"CyberTeam: Quem são os piratas que hackearam a EDP e a Altice..." - Investigação sobre operações em Portugal.
"Hacker preso em Portugal indicou que poderia vazar dados do governo" - Cobertura da prisão do líder.
Capturas de tela de defacements, posts em redes sociais e comunicações em fóruns especializados.
Estudo de padrões de ataque, técnicas e ferramentas associadas ao grupo por especialistas em segurança.
As informações sobre membros específicos além de Zambrius foram compiladas a partir de menções em comunidades técnicas, fóruns de segurança e evidências de autoria em ataques, cruzadas com reportagens jornalísticas.